Proteja seu coração da depressão

Desde o início do século passado a mortalidade acima do normal por doenças cardiovasculares em pacientes com depressão foi identificada. Hoje a literatura científica aponta para uma clara correlação entre transtornos depressivos e doenças cardiovasculares, mas como prevenir uma doença caracterizada por um conjunto de sintomas psicológicos e físicos nem sempre de identificação imediata? Uma doença que, de acordo com estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta 121 milhões de pessoas no mundo e no Brasil atinge 10,8% da população, o que nos confere a posição de país com a maior incidência da doença no último ano.

Em que pesem as dificuldades do diagnóstico, cada um de nós pode contribuir com sua própria prevenção e as de seus próximos. Pesquisadores da Universidade de Boston, por exemplo, descobriram que a prática de yoga estimula uma substância química do cérebro responsável por controlar a depressão e a ansiedade, tese que ratifica aquelas que veem consequência direta entre a inatividade física e a falta de exercício, comum em deprimidos, e o aumento do risco de doenças cardíacas.

Outros estudos mostram que brigas, relacionamentos conflituosos e demais formas de estress do cotidiano, que podemos tentar evitar, podem elevar em até 50% as chances de aparição de problemas coronarianos, infartos e doenças cardíacas em geral. Então, ainda que em parte, devemos – com nosso posicionamento perante o mundo – contribuir com a prevenção.

Outro fator positivo para evitar a depressão e suas consequências, é o sentimento de segurança na sociedade. A manutenção de redes de amigos gera uma sensação de proteção e tranquilidade que favorece o coração.

Ao contrário, quando prevalece a depressão que leva ao isolamento, os resultados do tratamento são prejudicados, pois os pacientes apresentam baixos resultados terapêuticos e, normalmente, resistem a aderirem às prescrições, o que resulta em pior qualidade de vida, com prejuízos nas atividades profissionais e pessoais. Até mesmo a dependência do profissional de saúde aumenta, com maior número de consultas aos clínicos ou especialistas, mais exames e procedimentos.  Tudo isso resulta em maior morbimortalidade.

É importante, portanto, prevenir. Buscar ajuda tão logo perceba os primeiros sintomas, sem medo de ser estigmatizado pelo fato de a depressão ser considerada uma doença psiquiátrica. Isso é coisa do passado. Doentes são seres vivos. Mortos não ficam doentes. Então, a melhor opção é o tratamento o quanto antes, antes que “uma simples depressão” vire uma doença cardíaca.

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