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[Márcia Cartier] Bullying

Bullying

 

Somente quem já sofre Bullying ou já teve um familiar seu que passou por esta situação sabe dizer como é difícil enfrentá-lo sem que haja seqüelas.

Ano passado minha filha vinha sofrendo bullying na escola por parte dos coleguinhas de classe. Ficou amuada, não queria comer, nem brincar e nem ir pra escola. Tive que conversar com professores e coordenadores sobre o assunto e mais, tratá-la com psicólogo, o que ajudou bastante, além  de entregar o assunto ao Senhor.

 

 

Na época fiz uma campanha nas redes sociais sobre o assunto para que outras pessoas se conscientizassem deste mal.

 

Para começar Bullying é caracterizado por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

 Talvez possa parecer um simples apelido inofensivo mas que  pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

Essa situação pode acontecer na escola, no bairro, em família, no trabalho  e isso deve ser combatido, pois tal atitudes gera preconceito contra o próximo desrespeitando sua individualidade.

Para maiores esclarecimentos vamos saber de quem já vivenciou o Bullying e hoje faz um trabalho relevante em diversas instituíçoes de ensinos Públicos e Privados conscientizando pais, alunos e professores da importancia de se combatê-lo.

Para isso lançamos perguntas para um Grupo que vem se destacando nas Redes Sociais divulgando o trabalho encenado que aproxima o público à realidade do Bullying.

 

A Cia de Teatro De Mar 

 

O diretor, produtor, compositor, ator, autor teatral, professor e roteirista MAR´JUNIOR (51) e o ator, produtor, compositor, professor e diretor PATRICK MORAES (22) fundadores da Cia Atores de Mar’ e criadores de BULLYING  nos concederam uma entrevista com exclusividade para a nossa coluna do Portal Sandra de Andrade.

MC – Gostaria de saber como e quando surgiu a Idéia da Cia Atores de Mar’? 

MAR´JUNIOR – Foi fundada em 2002. A idéia inicial era reunir um grupo de atores que também seriam produtores, em uma espécie de cooperativa, onde todos dividiram os custos e os lucros. Acabou não dando certo…

PATRICK MORAES – Aí Mar’Junior assumiu a Cia, produzindo o 1º espetáculo, que foi o infantil “O Casaco Encantado”, de Lúcia Benedetti. Desde então, a Cia não parou de produzir espetáculos, tendo como grande destaque a comédia adulta “Elas pedem… Eles dão!”.

MC – Quem são os fundadores e quantos são os integrantes?

MAR´JUNIOR – A Cia Atores de Mar’ foi fundada por mim, Priscilla Moraes e Patrick Moraes. Atualmente, conta com os mesmos e também tem a presença de Junior Beéfierri. Hoje temos diversos profissionais contratados que desempenham atividades diversas na Cia Atores de Mar’.

PATRICK MORAES – Na Cia, todos têm responsabilidades como produtores, mas

Mar´Junior escreve os textos, a Priscilla desenvolve as coreografias, as aulas de dança e expressão corporal, eu e Junior, além de atuarmos nos espetáculos, também dirigimos e somos os responsáveis pelas aulas de teatro. Nós temos a Escola de Teatro da Cia Atores de Mar’ desde 2004 e em 2010 fundamos nossa ONG, a Alpha – Associação das Artes e Cultura.

MC – Todos que compõem o grupo já sofreram Bullying?

PATRICK MORAES – O Mar’Junior sofreu e praticou bullying. Sofreu em casa e na escola. Está lançando sua autobiografia este ano “BULLYING – EU sofri. EU pratiquei. EU hoje conscientizo.”

MC – Há quanto tempo vocês se apresentam? 

MAR´JUNIOR – A Cia Atores de Mar’ está fazendo em junho dez anos, o mesmo tempo de carreira do Patrick Moraes. Estamos em comemoração dupla. Muito bom isso.

PATRICK MORAES – Já o espetáculo BULLYING é realizado desde 2004, tendo passado por diversas instituições de ensino de todo o Brasil. Já foi apresentado em escolas, teatros, igrejas, universidades e praças públicas.

 

MC – Como é realizado o trabalho?

 

MAR´JUNIOR – Através de um espetáculo, dividido em quatro esquetes. No primeiro, há uma explicação sobre o tema, citando o que é bullying, quais suas causas e consequências, os tipos de bullying que existem e como podemos combatê-lo. Nos outros três esquetes, apresentamos o problema (bullying) e damos uma das possíveis soluções, de forma lúdica, com diversos personagens sendo interpretados pelos atores Patrick Moraes, Junior Beéfierri, Thaissa Castellani e Andressa Nunes.

PATRICK MORAES – Importante dizer que nós atores dançamos e cantamos, com músicas intercalando os esquetes. A coreografia fica por conta da Priscilla Moraes, a trilha por conta do Samuel de Souza e a luz por Jorge Maciel. As músicas são escritas por mim, Mar’Junior, Junior Beéfierri e Samuel de Souza e em breve será lançado um CD. Ah! Após o espetáculo, há um debate, onde Mar’Junior conta um pouco das suas experiências e conversa com os alunos sobre o bullying.

MC – Na sua opinião as escolas são interessadas em cooperar para o combate ao Bullying?

PATRICK MORAES – Muitas vezes, chegamos numa escola para apresentar o espetáculo BULLYING e vemos cartazes, redações, fotos espalhadas por todo o colégio, dizendo “EU DIGO NÃO AO BULLYING”. Assim, vemos que elas estão realmente interessadas em combater este mal. O espetáculo BULLYING passa a ser mais uma ferramenta que se inclui em todo o trabalho que a escola faz durante o ano todo. Um trabalho de prevenção, para que todos estejam preparados caso ocorra algum caso de bullying na escola.

MC – O que não é Bullying?

MAR´JUNIOR – A brincadeira. Todos têm o direito de brincar, de colocar um apelido, desde que seja com respeito e que a pessoa não sofra por causa disso. A partir do momento que alguém aceita a brincadeira, leva na boa, não sofre com isso, não é bullying…

PATRICK MORAES – Agora, se a pessoa não gosta e sofre uma perseguição mesmo assim, aí o limite é ultrapassado e a agressão se torna bullying. O bullying se caracteriza pela perseguição, tanto ela verbal, quanto física ou psicológica.

MC – O Bullying é um fênomeno recente?

MAR´JUNIOR – Bullying sempre existiu…

PATRICK MORAES – Agora, este termo, esta palavra só foi conhecida nas três últimas décadas, quando começaram a surgir algumas agressões em países do mundo todo. Mas se fortaleceu na última década. Assim, o fenômeno bullying começou a ser espalhado e todos puderam ter acesso à essa informação.

MC- O que leva o autor do Bullying a praticá-lo?

MAR´JUNIOR – Geralmente, o praticante de bullying é uma pessoa com problemas familiares. A falta de amor provoca isso. A pessoa não tem conversa com os pais, não tem uma família estruturada e acaba descontando nos colegas que não têm nada a ver com essa situação…

PATRICK MORAES – Mas, lógico que há exceções. O que vejo é que não há limites mais dentro de um lar. Eu e minha irmã fomos criados por pai e sempre soubemos o que podia ou não fazer e quais eram as suas conseqüências ou seja nós tínhamos limites, mas acima de tudo tínhamos um pai super presente e um amor incondicional entre nós.

 

 

MC – O espectador também participa do bullying?

PATRICK MORAES – Ao testemunhar, a pessoa também contribui para que o bullying seja transmitido. Em muitos casos, os espectadores têm medo dessa violência e se calam para não serem as próximas vítimas.

MC- Como identificar o alvo do Bullying? Quais são as conseqüências do bullying para quem sofre?

MAR´JUNIOR – Quem sofre bullying, muda o comportamento em casa, inventa desculpas para não ir mais à escola, fica desanimado, sem vontade de fazer mais nada. Importante sempre observar atentamente o comportamento. E as consequências são gravíssimas, podendo causar (em casos mais extremos) até o suicídio…

Patrick Moraes – Quem sofre bullying pode começar a praticar em outras pessoas, como vingança, ficando mais agressivo. Uma pessoa que sofre bullying na infância/adolescência pode levar isso para o resto da vida e prejudicar bastante em sua profissão e convivência com as pessoas.

MC- E o Bullying virtual o chamado Ciberbullying? Como combatê-lo?

MAR´JUNIOR – As formas de combater o cyberbullying são complicadas, pois na internet é tudo muito liberado. Ou você censura, embora eu não concorde com isso…

PATRICK MORAES – Outra maneira seria que nas redes sociais criassem um politica antibullying, ficando atentos a certas atividades postadas. Mas os pais têm que ficar atentos, participando mais do dia a dia dos seus filhos.

MC- A Cia Atores de Mar’ tem o apoio de alguma instituição e ou governo?

MAR´JUNIOR – Não temos patrocínio, por isso nosso espetáculo tem um custo para quem contrata. Infelizmente, ainda não temos esse apoio financeiro, pois nosso grande sonho é que todos os profissionais sejam assalariados, que todos os nossos custos de produção sejam pagos e que possamos realizar o espetáculo BULLYING gratuitamente por todo o Brasil.

PATRICK MORAES – Estamos na Lei do ICMS/RJ desde final de 2010, até hoje não conseguimos levantar recursos para fazer 28 cidades com menos de 20 mil habitantes para fazer 56 apresentações totalizando um público aproximado de 30 mil alunos.

MC  – Como e onde vocês se apresentam?

PATRICK MORAES – BULLYING foi criado com intuito de nos apresentamos em qualquer lugar ou ambiente. Nas escolas, igrejas, clubes, teatros, universidades, praças públicas.

MC – Algum Novo Projeto que venha enriquecer ainda mais seu trabalho?

MAR´JUNIOR – Este ano, nossa grande ferramenta foi colocar dança e canto no espetáculo BULLYING, tornando o espetáculo mais atrativo para o público…

PATRICK MORAES – As nossos letras combinam bastante com o esquete apresentado e isso enriquece muito o projeto. O projeto é teen. E jovem gosta disso.

MC- O que é necessário pra levá-los a uma instituição ou Igreja?

MAR´JUNIOR – Ligar para o escritório, bater um papo com nossa produção. As nossas exigências são mínimas e há um cachê.

MC – Que mensagem vocês deixariam para pais e educadores e pra Igreja a respeito do Bullying?

MAR´JUNIOR – Existe uma passagem bíblica que é uma das mais difíceis de entendermos e praticarmos. “Amar ao próximo como a si mesmo”. O bullying só existe porque não existe o amor verdadeiro pautado em Jesus Cristo. É fácil. Quanto se tem amor, não tem violência.

PATRICK MORAES – Pais, não coloquem seus filhos no mundo com intuito de só tê-los, mas sim os coloquem no mundo para amá-los e educá-los, com participação no dia a dia da suas vidas.

 

Pra quem quiser conhecer mais o espetáculo BULLYING da Cia Atores de Mar’ é só entrar nos sites http://ciaatoresdemar.com e http://facebook.com/ciaatoresdemar

Márcia Cartier é colunista do portal.

Siga-a no Twitter – @MarciaCartier

7 comentários

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  1. eduarda duvivier

    Parabenizo a Cia Atores de Mar por seu trabalho, pois isso acontece muito em relações de escola . É uma boa causa combater o bulling, ou melhor (implicancia gratuita e violencia) porque o mundo infantil e adulto precisa de muita paz, amor em vêz de agressão.

  2. Antonio Junior

    Muito boa a matéria !
    Precisamos dizer NÃO ao Bullying
    Parabéns ao Blog e a Cia.

  3. Sandra Almada

    Muito interessante esta matéria! Parabéns à Cia Atores de Mar, que vem desenvolvendo um belo e consistente trabalho.

  4. Mar´Junior

    EU em nome da Cia Atores de Mar’ agradeço a oportunidade de estar falando ao site sobre um tema tão complicado que é o BULLYING. Obrigado mesmo por estarem nesta luta com a gente.
    Shalom! Por Um Reino de Justiça!
    Mar´Junior – Cia Atores de Mar’

  5. Andressa

    Isso ai, vamos combater o bullying!
    Parabéns pela entrevista!

  6. Patrick Moraes

    Obrigado pela oportunidade!
    Vamos ajudar a combater este mal. DIGA NÃO AO BULLYING.

  7. Itamara

    Parabéns a Cia Atores de Mar, admiro muito o trabalho de vocês. A conscientização é muito importante para a sociedade, através do teatro podemos levar alegria e conscientização para as pessoas, o teatro é uma maneira muito linda de demonstrar o que sentimos. Parabéns a todo grupo e em especial ao Patrick Moraes porque foi através dele que conheci esse trabalho incrível, além da bela amizade virtual que construimos. Bjs

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