Mau cheiro na Lagoa Rodrigo de Freitas é destaque em diário britânico

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A poluição da Lagoa Rodrigo de Freitas ocupou a capa de um dos suplementos mais relevantes do diário britânico The Guardian, nesta quarta-feira. Na matéria, assinada pelo correspondente do jornal no Rio, Jonathan Watts destaca que, “de vez em quando, no Rio de Janeiro, em algumas épocas do ano, um fedor exala sob a axila direita da estátua do Cristo Redentor, mas as autoridades insistem que, em breve, isso será coisa do passado, devido a um projeto de engenharia orçado em R$ 40 milhões”.

“O cheiro que, esporadicamente, atormenta a ‘Cidade Maravilhosa’ há séculos, emana das águas sazonalmente fétidas da Lagoa Rodrigo de Freitas, que será usada como local para as provas de remo, durante os Jogos Olímpicos de 2016. Cercado de montanhas espetaculares, limitadas com árvores do mangue e lar de maçaricos, garças, urubus e fragatas, a Lagoa é um imã para os milhares de cicliestas, corredores e pedestres que circundam seu perímetro perfeito, de 7,5 quilômetros, todos os dias”, afirma o correspondente.

Mas o belo cenário nem sempre é acompanhado de um perfume no ar. Ao contrário, “nas águas de Março, dezenas de milhares de peixes mortos precisaram ser retirados do espelho d’água”, afirma o jornalista do Guardian.

“O odor tem levantado questões sobre os esforços da cidade para limpar e modernizar a tempo para a Copa do Mundo e Olimpíadas. Alguns manifestaram suspeitas de corrupção e ineficiência, pois o cheiro parecia pior do que nunca este ano, apesar das grandes somas de dinheiro que foram gastos nos últimos anos para reduzir a poluição”, conclui.

Fonte: Correio do Brasil

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