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O segredo para frear o câncer que mais mata está no nariz

pulmão

© AGE Fotostock Radiografia de um paciente fumante de 58 anos com câncer de pulmão.

“O câncer de pulmão é o que mais mata no mundo todo, e a razão é que quase sempre o diagnosticamos tarde”, diz em seu consultório o pneumologista Avi Spira, diretor do Centro Oncológico da Universidade de Boston (EUA). “Quando os pacientes têm os primeiros sintomas e vêm ao médico, geralmente o tumor se espalhou para fora do pulmão e não há nada que possamos fazer”, lamenta.

Esse tipo de câncer mata mais de 1,5 milhão de pessoas por ano no mundo, e a Organização Mundial da Saúde prevê que sua incidência aumentará 70% nas próximas duas décadas. Esta cruenta guerra afeta desproporcionalmente os países em desenvolvimento, e para vencê-la é crucial obter um bom método de diagnóstico precoce.

A equipe de Spira há anos busca essa solução baseando-se numa ideia nova. “Cerca de 85% dos fumantes nunca desenvolvem câncer de pulmão”, recorda o médico, mas “90% dos tumores desse tipo ocorrem em pessoas que fumam”. Isto significa que há pessoas geneticamente predispostas à enfermidade, e que suas células “respondem de forma diferente ao tabaco”. “Quando você fuma, ou quando inala ar poluído, as primeiras células do seu corpo que reagem são as epiteliais, que recobrem o interior da boca, o nariz e as vias respiratórias”, explica. Nas pessoas com predisposição genética, “os genes que precisam ligar e desligar nestas células para evitar o câncer aparentemente não funcionam.”

Sua equipe desenvolveu um exame com mais de 500 genes cujo comportamento é diferente em pessoas com risco genético de câncer. O objetivo é que sirvam de alerta precoce e, talvez, ajudem a evitar mortes e também os efeitos colaterais adversos das atuais técnicas de diagnóstico.

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